Tebet defende 'âncora fiscal mínima' para blindar Executivo da 'má política'
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Giordanna Neves - Ao lado do candidato à Presidência pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em ato público de apoio, a senadora Simone Tebet (MDB) afirmou que entende a posição do PT contra o teto de gastos, mas defendeu uma “âncora fiscal mínima”.
“Entendo a posição do PT que é contra o teto de gastos, mas também é preciso entender que é preciso alguma âncora fiscal mínima até para que o orçamento público - hoje, privado e no bolso de meia dúzia -, possa voltar para o Executivo”, declarou Simone. A campanha de Lula tem defendido a revogação do teto de gastos, medida incluída nas diretrizes do programa de governo, apesar de não ter divulgado uma proposta para substituir o mecanismo.
Segundo a senadora, a futura equipe econômica deve encontrar o melhor caminho para as contas públicas. De acordo com ela, não necessariamente um teto de gastos, mas “alguma âncora mínima que dê conforto ao mercado, tranquilidade para os investidores para que a gente possa ter uma economia equilibrada”.
Tebet destacou que a âncora fiscal é inclusive uma forma de blindar o Executivo da “má política” de parte do Congresso Nacional. “O orçamento secreto de R$ 19 bilhões neste ano só não virou R$ 30 bilhões porque quando bateu lá no Ministério da Fazenda eles viram que batia no teto de gastos que eles não tinham condições de liberar”, criticou.
Em ataques ao orçamento secreto, mecanismo usado pelo Executivo para angariar apoio no Congresso, Tebet disse que o novo governo deve recuperar o controle sobre as contas públicas para cumprir a responsabilidade social.
