Governo tem 49,8% de avaliações negativas e 29,8% positivas

Segundo a pesquisa Modalmais/AP Exata, opositores seguem preocupados com os constantes ataques do presidente contra o sistema eleitoral, enquanto apoiadores de Bolsonaro acreditam que uma eventual derrota do chefe do Executivo só poderia acontecer se o pleito fosse fraudado

Por POLÍTICA JB

Celular de Bolsonaro está com a Polícia Federal

Giordanna Neves - Depois de um período de melhora nos índices de aprovação da gestão federal, a popularidade do governo variou ao longo da semana e pôs fim à estabilidade. De acordo com pesquisa feita pela Modalmais em parceria com a AP Exata, houve um aumento médio da avaliação negativa de 0,3%, atingindo 49,8%. A avaliação positiva também subiu em 0,1%, chegando a 29,8%, enquanto a avaliação regular caiu 0,2% e ficou em 20,4%.

De acordo com o levantamento, o aumento no preço do diesel foi o principal motivo para o crescimento da rejeição de Bolsonaro. Nas publicações que mencionam o presidente, o tema “combustíveis” foi o mais citado nos últimos dias, abarcando quase 30% das publicações.

A pauta sobre privatização da Petrobras também esteve na mira das redes. A maior parte dos internautas mostrou-se descontente com a atuação da estatal. A troca do ministro de Bento Albuquerque pelo economista Adolfo Sachsida no Ministério de Minas e Energia foi avaliada por bolsonaristas como um movimento do governo para reduzir o preço dos combustíveis. Oposicionistas, por outro lado, dizem que o novo comando não trará efeitos à política da estatal.

A queda de braço entre o Executivo e o Judiciário continua em pauta. Segundo a pesquisa, opositores seguem preocupados com os constantes ataques do presidente contra o sistema eleitoral, enquanto apoiadores de Bolsonaro acreditam que uma eventual derrota do chefe do Executivo só poderia acontecer se o pleito fosse fraudado. (Agência Estado)