De volta a 1989? Fora Jaquetão, Centrão e Cabeça de Abóbora.

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Por Manuel Jeremias Leite Caldas

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Este governo lembra o último ano do Sarney e provavelmente com uma política econômica muito pior do que a política “feijão-com arroz”. Hoje não tem feijão com arroz, as colaboradoras não podem ir para Miami. “Todo mundo indo pra Disneylândia. Empregada doméstica indo pra Disneylândia. Uma festa danada. Peraí”. Não podemos passear em Foz de Iguaçu nem no Nordeste, cheio de praia bonita, nem ir a Cachoeiro de Itapemirim, e talvez conhecer onde o Roberto Carlos nasceu. Somente se “viaja” através da Rede Globo, demonizada, mas que trouxe alegria e vida ao país. Só pela TV para passear e conhecer o Brasil, cheia de coisas lindas para ver.

Pinguim, Coringa, Charada e Mulher Gato comandam Gotham City. Hoje os brasileiros estão pelas ruas desempregados nos centros das grandes cidades. Pessoas dormindo na porta do Banco Central, inúmeras pessoas dormindo na porta da Caixa Econômica Federal e do Clube Militar, na Avenida Rio Branco. Uma Tristeza. Abandonaram a população e as grandes cidades. Precisam sair rápido de Brasília, fazer uma caravana pelas cidades esvaziadas do lindo Brasil e contar com os “parasitas” para salvar o Brasil. São 30 milhões de desempregados e subempregados e 40 milhões de informais. Agora tem uns quinhentos mil enganando o Brasil. Presidente do STJ retira aeroporto de Manaus de leilão já realizado pelo governo

A mágica do “Teto dos Gastos”: R$ 247 bilhões de déficit primário + R$ 137 bilhões de armações emergenciais + desvalorização cambial de 50%. Enfim, o câmbio mata nos dois sentidos. Quando é muito ou insuficiente. A inflação não dará tréguas enquanto não se impuser o redutor de gastos nas despesas obrigatórias centrado nos de maior custo e fora da relação entre produtividade e benefícios oferecidos à sociedade que agora começam a aparecer de forma evidente com o estouro do teto de gastos e as artimanhas para furar o teto que virarão arapucas para o governo em breve. É hora de refletir e rezar para que o pior não aconteça

Sem controles e todos querendo gastar, a inflação ficará sem limites e com o Banco Central independente com o diz o ditado: “José “E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José?” Poema “E agora, José?”, de Carlos Drummond de Andrade. Só que o José, na verdade, é Neto para não manchar o gênio incontido que mudou o pensamento econômico e todos os demais no país

A situação é dramática. O erro político do presidente foi alegar que ia implantar uma nova política e que no governo dele não teria o toma lá e dá cá. Entenderam que mudanças poderiam ser um tiro no pé. Aí sim, partiram para cima da LOA que é a Lei Orçamentária Anual proposta pelo Executivo, contando com a inercia intencional ou não intencional da economia e aprovam orçamento bomba. Isso impactará, como já impactou o câmbio, com certeza. Logo, teremos que ter uma nova reforma na Previdência Social.

Vamos adiar nossa gravidez? O Ministério da Saúde recomenda - O Ministério da Economia apoia de um lado e reprova do outro - Voltaremos aos tempos de parteira e filhos nascendo em casa - Perdeu a vergonha e monta uma armadilha para furar o teto - Estamos retornando forte, O lobby fura teto está vencendo – “faz qualquer tipo de acordo para continuar no cargo”. - Guedes projeta ritmo de crescimento forte da economia com vacinação em massa - Vamos entrar segundo semestre com outra visão das possibilidades do país, com ritmo de crescimento bem mais forte, e com a população com saúde preservada e seu retorno seguro ao trabalho garantido.

Que nos livre de Coringa, Charada e do Pinguim - Chamemos nosso novo Salvador. Alforria dos impostos e Estado enganador - Volta ou não a política do Jaquetão (Sarney)? - Dizem que ele comanda desde 1985 o país juntamente com a Rainha além-mar. Falta o espírito de um novo e grande mineiro. Tancredo Neves não chegou a assumir para fazer a concertação desta nação. Deixou-nos há 36 anos e JK não pode retornar ao comando da nação. O Brasil está órfão, sem falar dos ideais de Tiradentes e da Inconfidência Mineira

O herói Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, pode ser considerado patrono dos contribuintes brasileiros. Ele foi enforcado e esquartejado em 21 de abril de 1792 por lutar contra a política tributária da Coroa Portuguesa. No seu tempo, a metrópole cobrava o “Quinto” – 20% sobre o ouro produzido no Brasil, e praticava a “Derrama” – uma ação violenta de confisco, para atingir as suas metas arrecadatórias.

Considerado mártir da independência do Brasil e precursor da República, Tiradentes também deve ser reverenciado como pioneiro na luta contra a compulsão arrecadatória dos governos.

Hoje, 229 anos após a sua morte, temos uma carga tributária de 32% do PIB, mais de R$ 808 Bilhões arrecadados até o dia 21 de abril (Impostômetro/ACSP), adicionalmente uma carga fiscal de 40% para pagar a insuficiência da receita dado pelo persistente déficit primário e os juros nominais da dívida pública explosiva. Assim, temos uma imensa necessidade de realizar uma Reforma Tributária e Administrativa.

Se não, o Setor Voluntário pode deixar de pagar os impostos. A dívida pública lembra a moeda indexada de 1989 com patamar próximo ou superior a 100% do PIB. Nossos heróis funcionem, a mulher gato vire pessoa do bem e os malfeitores expulsos da corte.

A Proposta do Instituto Atlântico de Reforma Tributária é a única que promove a simplificação e a desoneração. O Atlântico também propõe a realização de uma reforma administrativa que revise cada despesa pública, enxugando a máquina pública e combatendo a ineficiência e o desperdício. Apenas com estas Reformas, os produtos e serviços brasileiros terão maior competitividade e o Brasil voltará a crescer.

Que a Esperança, Ordem e Progresso sejam verdade. Amanhã, o que será do Real dependerá da política e da economia. Neste ponto se confundem. O país está próximo do fim de um governo que não conseguiu cumprir as promessas econômicas que no final viraram políticas. Um novo poder, divisor na política e na economia, quem será?

Muda o Brasil Já - Reação em cadeia para o Sol voltar a reinar e brilhar, antes que a escuridão nos apague...


*Engenheiro elétrico (IME), PhD em Economia (EPGE/FGV)