Ministério Público pede condenação de secretários de João Doria
O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação do vice-prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB); do secretário de Governo, Júlio Semeguini; do secretário de Cultura, André Sturm; e de mais três agentes públicas por improbidade administrativa na gestão de João Doria.
De acordo com a acusação, os citados teriam direcionado ilegalmente a licitação para a agência Dream Factory para o patrocínio do Carnaval de rua de São Paulo de 2017. A empresa é associada da Ambev no evento.
A denúncia tem como base uma reportagem de junho deste ano da Rádio CBN. Segundo a emissora, a proposta da Dream Factory/Dream era de R$ 15 milhões, enquanto a SRCOM/Heineken apresentou proposta de R$ 8,5 milhões. Ainda de acordo com a reportagem, os gastos da Dream Factory seriam de R$ 2,6 milhões, enquanto a concorrente previa gastos de interesse público de R$ 5,1 milhões.
A comissão avaliadora decidiu que a proposta da SRCOM/Heineken era a melhor, mas a gestão de João Doria passou por cima da decisão, dando vitória à Dream Factory/Ambev. O documento previa que a proposta vencedora deveria ser a que previsse mais gastos em itens de interesse público, como limpeza e segurança.
Baseado na reportagem, o MP lembra, ainda, que integrantes do primeiro escalão do governo Doria participaram de reunião com diretores da Dream Factory e orientaram a empresa a realizar modificações em itens da planilha de serviços para justificar o resultado favorável da licitação.
Além dos secretários de Doria, o MP cita as agentes públicas Gabrielle Araújo, Gabriela Pereira e Karen Oliveira.
A Prefeitura de São Paulo informou, em nota, que não houve irregularidades na decisão e na conduta dos secretários.
