Cunha é ainda o grande fiador do governo Temer, diz Dilma
"Hegemonia de extrema direita foi construída por um senhor chamado Eduardo Cunha"
A ex-presidente Dilma Rousseff, em entrevista a Fernando Morais publicada no portal Nocaute, apontou que o centro democrático do país passou a ter a hegemonia da extrema direita, ao longo dos últimos governos petistas, e que esta hegemonia foi "construída por um senhor chamado Eduardo Cunha, que hoje cumpre pena lá em Curitiba". É Cunha, inclusive, ainda o "grande fiador do governo Temer", completou a petista.
"Olha, eu vou te falar, prudentemente, em probabilidades. Eu acho que as razões que levaram o meu processo de impeachment ser votado num Congresso com aquela quantidade de votos, essas permanecem. Então eu te digo: o que houve no Brasil? Houve que o centro democrático, que lá atrás fez a Constituinte de 1988, atualmente (eu acho que isso começa no final do governo Lula e se aprofunda no meu primeiro e fica claro no segundo), passou a ter hegemonia de extrema direita", declarou Dilma.
"Essa hegemonia de extrema direita foi construída por um senhor chamado Eduardo Cunha, que hoje cumpre pena lá em Curitiba. O que significa isso? Significa que ele criou o método. Qual é o método? Compra de deputados. E como é que se dá a compra? A compra se dá através de métodos institucionais. Você vende emendas, você dá vantagens pro deputado. Era essa a prática que ele instituiu. Uma prática com a qual nós tínhamos extrema dificuldade, porque a gente não cumpria esse modelo", completou a petista.
Para Dilma Rousseff, a verdade é que o ex-deputado Eduardo Cunha, preso desde 19 de outubro do ano passado, "é hoje ainda o grande fiador do governo Temer". "Talvez quem tenha falado mais claramente isso foi o senador Renan Calheiros que disse que este governo dirigido de Curitiba por um preso chamado Eduardo Cunha. E isso é importante para se saber o que aconteceu politicamente no Brasil. Isso é o que chamam de governabilidade."
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