Sessão da CCJ define relator do processo da denúncia contra Temer. Acompanhe
Teve início, na tarde desta terça-feira (4), a sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, que deverá definir o relator do processo da denúncia contra o presidente Michel Temer. De acordo com o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), o relator será anunciado ao fim da sessão.
A sessão é marcada por enfrentamentos entre a base aliada de Temer e os parlamentares que fazem a oposição.
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Enquanto o rito não é definido, integrantes da base aliada ao governo e da oposição se posicionam e tentam contabilizar o apoio ou a rejeição ao processo. Para ser aceita, a denúncia deve receber pelo menos 342 votos favoráveis dos parlamentares em plenário. Se isso não ocorrer, é suspensa a tramitação da denúncia enquando o presidente estiver no exercício do mandato.
O vice-líder do governo, Carlos Marun (PMDB-MS), rebateu as especulações sobre a indecisão de deputados que poderiam votar pela autorização do prosseguimento da denúncia na Justiça. “Eu só tenho uma certeza, a oposição não tem os votos suficientes para afastar o presidente e não os terá. Como esse caminho vai ser percorrido até o momento da recusa da autorização, os dias dirão. Mas o resultado já é sabido, o presidente continuará à frente do governo”, declarou.
A oposição também acredita que pode vencer no plenário e critica as ações da base governista na tentativa de angariar votos. O líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), criticou a agenda oficial de hoje do presidente Michel Temer, da qual consta o encontro com 22 parlamentares.
“Hoje o presidente da República, a maior autoridade do país, começou sua agenda às 8h recebendo deputados individualmente, e essa agenda vai terminar às 22h", disse Zarattini.
Os líderes oposicionistas tentam também negociar a escolha de um o relator do processo na CCJ que não seja da base aliada e que os empresários delatores das denúncias sejam ouvidos pelos parlamentares.
Para os governistas, o regimento deve ser cumprido à risca. “É certo que a oposição tem como estratégia o fatiamento, a obstrução, o prolongamento da crise, mas nós vamos tentar nos opor a isso. Vamos tentar fazer com serenidade, mas com rapidez, respeitando os prazos regimentais, que essa questão seja resolvida”, disse Marun.
Com Agência Brasil
