'Clarín': Adolfo Pérez Esquivel chama o processo de impeachment de "golpe branco"
Impeachment de Dilma põe em risco estabilidade na região, diz Nobel da Paz ao Clarín
O Clarín desta quarta-feira (27) traz uma matéria com o argentino Adolfo Pérez Esquivel. O prêmio Nobel chama o processo de impeachment de "golpe branco" e entende que, caso seja concretizado, geraria "riscos" para a América do Sul.
O jornal argentino conta que aos 84 anos, o prêmio do Nobel da Paz argentino se uniu aos intelectuais estrangeiros que apoiam a presidente Dilma. Ele viaja para o Brasil no próximo dia 28 de abril, onde se reunirá com lideranças do MST (Movimento dos Sem Terra).
Segundo a reportagem, no último dia de 15 de março, ele declarou seu apoio ao ex-presidente Lula e também a presidente em uma carta. Na ocasião, comparou a situação no Brasil a de Honduras de Manoel Zelaya e ao Paraguai de Fernando Lugo (ambos impedidos de terminar seus mandatos).
"Quase todos os políticos que apoiam o impeachment de Dilma têm vários processos penais em curso por corrupção. Isto indica que esta não é a variável determinante, e sim o que está em jogo é a direção das políticas do Estado e quem as deve realizar", escreveu.
Peréz Esquivel recebeu o Clarín em seu escritório, sede da ONG Paz e Justiça, no bairro de San Telmo em Buenos Aires. Na entrevista, ele condenou o processo de impeachment que chamou de golpe "branco", mas disse, no entanto, que a esquerda carece de "autocrítica".
