Senador tucano afirma que impeachment de Dilma é "improvável"

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Duas vezes governador do Ceará e em seu segundo mandato como senador, Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse, em entrevista ao jornal "O Povo" desta segunda-feira (18), que não votaria contra a presidente Dilma Rousseff em eventual processo de impeachment no Senado.

"Não votaria nunca alguma coisa que eu achasse que feriria as instituições. Eu sou de uma geração para a qual a conquista da democracia é sagrada. Isso vale mesmo três anos de sacrifícios. Mas vai ser muito doloroso para o país viver três anos do jeito que estamos vivendo", comentou o senador tucano, acrescentando que a presidente deve buscar a unidade do governo com o PT e com a base aliada.

Jereissati afirmou, ainda, que não acredita que o sucesso do impeachment foi barrado por conta da decisão de dezembro do ano passado do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou inválido o rito de impeachment conduzido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "Acho que, se tivesse sido votado (o impeachment) agora em janeiro, não teria a maioria para afastar (a presidente). Um impeachment também é improvável. Porque, na hora da luta pelo poder mesmo, e aí existe muito fisiologismo e clientelismo, ela (Dilma) tem maioria. Não existe maioria parlamentar para derrubá-la", ponderou o tucano.