Manifestações de domingo foram de "classe média reacionária", diz Stédile
Líder do MST reforçou que seu movimento vai continuar nas ruas. 'Haverá novos protestos'
Durante evento com a presidente Dilma Rousseff no Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (20), na abertura da colheita de arroz ecológico em um assentamento do MST em Eldorado do Sul, o líder dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, João Pedro Stédile, chamou os participantes dos protestos do último domingo (15), contra a presidente e o governo, de "classe média reacionária", e reforçou que o MST não vai abandonar as ruas. "As ruas são espaço de discussão política. Haverá novos protestos. Quem faz campanha aberta para derrubar um governo comete um crime constitucional."
O líder do MST destacou a importância dos benefícios sociais. "Não dá para acertar as contas cortando gastos sociais. Queremos o equilíbrio fiscal, mas quem tem que pagar as contas são os ricos e milionários."
Stédile destacou ainda que a corrupção é endêmica no sistema capitalista, "porque as empresas que negociam com o Estado é só para se apropriar de recursos nossos". Ele defendeu a reforma política e a proibição do financiamento privado de campanhas eleitorais.
