Paralisação dos caminhoneiros provoca aumento dos preços nos mercados
Desabastecimento também é verificado em vários locais
A paralisação dos caminhoneiros, que bloqueiam dezenas de estradas em todo o país, já provoca desabastecimento e aumento dos preços. Os comerciantes da Cadeg, em Benfica, na Zona Norte do Rio, conversaram com a reportagem do JB e explicaram que alguns produtos têm faltado por conta do movimento. O motorista Sidney de Oliveira, 37 anos, contou que seu irmão está parado com um caminhão no Paraná. “Eles vão sofrer consequências”, disse. “Os caminhoneiros que estão parados vão ter que pagar pela carga. A do meu irmão custa R$ 2 mil, 2 mil e 500”.
No mercado da Cadeg os itens que mais faltam são cenoura, cebola e batata. As cargas de grãos também tiveram dificuldade de chegar. Os produtos que vêm da região Sul são os mais prejudicados, de acordo com os comerciantes.
“No início dessa semana a cenoura praticamente acabou e o que ficou aqui aumentou em 300% o valor”, disse o comerciante Antônio Carlos Esposito.
O diretor social da Cadeg, André Luiz Lobo, informou que os comentários pelos corredores do mercado são que alguns itens já haviam acabado, por conta da paralisação dos caminhoneiros.
Os compradores também sentiram a diferença. A dona de casa Alenice Maria, 53, disse que todos os itens dos mercados sofreram aumentos. “Eu acho que é por conta dessa greve dos caminheiros, né?”, disse. A vendedora Rita Soares Câmara, de 58 anos, disse que até na sua pequena mercearia os preços subiram. “Foi cerca de 30% que aumentou. O quilo [da cenoura] era R$ 1,50, agora eu estou vendendo a R$ 2”, contou.
A assessoria do Supermercado Guanabara informou que está trabalhando para que os consumidores não sofram por conta da greve dos caminhoneiros. “O Guanabara está negociando com todos os seus fornecedores e trabalhando de modo que o cliente não sofra as mínimas consequências por conta da atual greve”.
*Do Programa de Estágio do JB
