Líderes da CPMI da Petrobras definem rumos da investigação após novas denúncias

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Os líderes partidários da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras reúnem-se às 10 horas para discutir o acesso às informações da delação do ex-diretor de Abastecimento da estatal petrolífera Paulo Roberto Costa. O relator da comissão, deputado Marco Maia (PT-RS), explica que, com os depoimentos de Costa, será possível traçar novos rumos para as apurações.

Na segunda-feira, o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), apresentou requerimento à comissão pedindo acesso ao conteúdo dos depoimentos do ex-diretor à Polícia Federal (PF). Desde 29 de agosto, Costa está depondo à PF em regime de delação premiada, espécie de acordo para tentar obter redução de pena.

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O ex-diretor foi preso na operação Lava Jato, da PF, acusado de ter recebido propina em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A suspeita é de que o crime envolva R$ 10 bilhões.

Os pedidos da CPMI para obter cópias do depoimento foram formalizados em dois ofícios, o primeiro direcionado à Justiça paranaense e o segundo ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os documentos foram feitos a partir de requerimentos já aprovados na comissão para os parlamentares terem acesso aos dados da operação Lava Jato.

A reunião dos líderes será a portas fechadas, no gabinete do presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).

Denúncia

Segundo a revista Veja desta semana, o ex-diretor da Petrobras teria apontado à PF o envolvimento de pelo menos 31 parlamentares no esquema, além de ministro, ex-ministro, governadores e ex-governador. A reportagem afirma que partidos políticos aliados ao governo, como PT, PMDB e PP, teriam recebido comissão sobre contratos fechados pela Petrobras com empreiteiras.

Os depoimentos de Costa ainda estão na PF e só depois serão encaminhados para a Justiça e, então, para o STF. De acordo com a revista, o ex-diretor de Abastecimento ainda estaria prestando depoimentos e isso levaria mais três semanas.

Cerveró

À tarde, a CPMI ouvirá o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Ele ocupava o cargo à época da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Rubens Bueno quer convocar ainda a esposa de Cerveró, Patrícia, e outras duas pessoas envolvidas no aluguel de um apartamento avaliado em R$ 7,5 milhões no Rio de Janeiro.