MST e representante de fazenda ocupada em Goiás negociam solução pacífica
Representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do grupo agropecuária Santa Mônica estão reunidos com representantes da Secretaria da Segurança Pública de Goiás, em Goiânia (GO). Convocados pelo superintendente executivo da secretaria, Rogério Santana, eles participam de uma reunião do grupo de gerenciamento de crise. O objetivo é tentar encontrar uma solução pacífica para a reintegração de posse de parte da Fazenda Santa Mônica, ocupada Logo após ocupar a fazenda, no domingo, o MST anunciou que o objetivo é alertar a sociedade para o fato de que a maior parte dos deputados e senadores da atual legislatura representa os interesses dos grandes produtores rurais, em detrimento dos produtores familiares e trabalhadores do campo. Segundo líderes do MST, a fazenda, com cerca de 20 mil hectares, é apenas um dos vários imóveis rurais pertencentes ao senador cearense em Goiás. Um hectare corresponde aproximadamente às medidas de um campo de futebol oficial. Na segunda-feira (1º), a justiça estadual de Goiás determinou que as famílias que ocupam parte da fazenda deixassem o local voluntária e pacificamente em até 48 horas, após serem notificadas da decisão. De acordo com a assessoria do juiz Levine Raja Gabaglia Artiaga, autor da sentença, a notificação foi entregue às lideranças do movimento na manhã de quarta-feira. O prazo inicial, portanto, se encerrou na manhã de hoje (5).
