Fundado por Kassab, PSD formaliza apoio ao governo Dilma

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Apesar de já atuar na prática como aliado, o PSD - partido fundado pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab - formalizou nesta quarta-feira apoio à presidente Dilma Rousseff na política nacional. O ato ocorre a menos de um ano da corrida eleitoral de 2014, quando Dilma disputará um segundo mandato.

"Hoje é uma formalização do que vinha ocorrendo e ficamos muito sensibilizados", disse Rui Falcão, presidente do PT, ao qual Dilma é filiada. "Que isso possa gerar um estreitamento na campanha que virá", continuou o presidente da legenda. "Naturalmente sabemos que esse apoio virá. Então muito obrigado e vamos todos trabalhar pela reeleição", concluiu.

O anúncio ocorre logo após a revelação de denúncias envolvendo ex-servidores da prefeitura durante a gestão Kassab na suposta fraude de recolhimento de Imposto Sobre Serviços (ISS). O esquema teria desfalcado os cofres públicos em cerca de R$ 500 milhões. Após a operação que investigou o caso, o secretário de Governo do petista Fernando Haddad, Antonio Donato, deixou o cargo depois de descoberto que um dos suspeitos trabalhou três meses na atual gestão.

Evitando dar tom eleitoral ao seu discurso, a presidente se mostrou grata com o apoio da legenda e afirmou que o apoio do PSD é "ao seu governo". “Todos os candidatos estão fazendo campanha. Eu tenho uma obrigação, que é governar”, afirmou Dilma.  

O partido de Kassab já havia embarcado no Executivo federal em maio deste ano, quando Afif Domingos (SP) assumiu a titularidade da recém-criada Secretaria da Micro e Pequena Empresa, que tem status de ministério. 

"Estaremos juntos para reelegê-la presidente da República deste país", garantiu o ministro, que é vice-governador do estado de São Paulo na chapa encabeçada pelo tucano Geraldo Alckmin.

No Congresso Nacional, o novo aliado formal do governo possui bancada significativa, sobretudo na Câmara dos Deputados. São 40 deputados federais filiados ao PSD e um senador.

Apesar do alinhamento na esfera federal, diretórios de três estados não apoiarão a investida de Dilma no ano que vem. São eles: Acre, Minas Gerais (que apoiará o rival Aécio Neves, do PSDB) e também Pernambuco (que fechou com o pré-candidato Eduardo Campos, do PSB).