Dúvidas sobre a prisão da jornalista do Estadão

Entrar em prédio público nos EUA é crime?

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A prisão da jornalista Claudia Trevisan, dentro da Universidade de Yale, nos Estados Unidos na sexta-feira (27/9), em pleno exercício da profissão, ainda não foi completamente esclarecida. Algumas dúvidas pairam no ar e, em se tratando do polêmico e irascível ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a coisa fica ainda mais complicada e nebulosíssima. O simples fato de entrar num prédio público seria crime? Alguém alertou a polícia da universidade sobre a repórter e sua intenção de entrevistar Barbosa? Teria sido ele próprio?

Por cinco horas, Claudia Trevisan ficou detida passando por vários constrangimentos dentro da cela. Tudo por conta da tentativa de entrevistar Joaquim Barbosa. Ele teria avisado que não falaria com a imprensa, mas ninguém poderia imaginar que o fato de tentar uma entrevista poderia causar uma reação tão forte a ponto da jornalista ser presa. Certamente houve um exagero por motivo fútil. A alegação da prisão foi de “invasão de propriedade”, sendo que o prédio onde está a universidade é público, embora a instituição seja particular.

O episódio levantou algumas dúvidas que ainda não foram esclarecidas, como por exemplo, até que ponto a polícia da universidade agiu por conta própria, sendo que o prédio é público e milhares de pessoas entram e saem diariamente? Joaquim Barbosa teve alguma participação direta na detenção da repórter ou simplesmente avisou à direção da escola que não queria dar entrevista e o resto foi por conta da polícia?

A dúvida sobre fatos ainda não esclarecidos envolvendo a prisão da jornalista aumentam ainda mais quando se for levado em conta o histórico das relações de Joaquim Barbosa com os repórteres do jornal.  Irritado, chegou a destratar um repórter do Estadão quando foi abordado sobre a reforma do banheiro de seu apartamento funcional que custou aos cofres públicos a bagatela de R$ 90 mil.