Plebiscito pode sanar déficit de representatividade, diz líder do governo
O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), defendeu nesta terça-feira a proposta do Poder Executivo de realizar a reforma política a partir de um plebiscito. Segundo Chinaglia, a decisão da base governista, tanto na Câmara quanto no Senado, foi tomada após reunião com a presidente Dilma Rousseff na semana passada.
“Não foi uma concordância previamente definida, não. Houve debates, questionamentos e aprofundamentos sobre o assunto, mas ao final prevaleceu a ideia de que o plebiscito é o melhor caminho para sanar o que pode se chamar de um déficit grande de representatividade”, disse Chinaglia.
Em declarações à imprensa, por outro lado, líderes de oposição apoiam a realização de um referendo. Chinaglia rebateu a ideia. “A prova de que a presidente acertou é que 68% [das pessoas] querem o plebiscito”.
Para o líder do governo, no caso específico de uma reforma política, a proposta de um referendo pode ser uma armadilha. “Com toda essa pressão popular, que é legítima, para mudar, aí você aprova uma lei, vai pra referendo e a população a rejeita? Isso causa, no mínimo, uma decepção”, disse, ao reforçar a ideia de que a população possa, antecipadamente, expressar sua opinião.
Chinaglia disse ainda que é possível, caso o Congresso comece a analisar a proposta ainda em julho, que o plebiscito e a reforma política sejam concluídos antes da data limite, que é outubro.
Informações da Agência Câmara
