Ministro dos Transportes quer duplicar 20 mil km de rodovias
O Ministro dos Transportes, César Borges, culpou a burocracia das agências reguladoras para a lentidão dos investimentos do governo em logística e infraestrutura no país. A reclamação foi feita durante palestra proferida no Fórum de Infraestrutura e Logística promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), que ocorre nesta sexta-feira em Belo Horizonte (MG).
Ele disse ainda que o foco dos investimentos do setor será na duplicação de rodovias - com investimentos em 20 mil km nos próximos anos, na contramão da opinião de analistas, que afirmam que o investimento em logística no país deveria priorizar a construção de ferrovias.
"Nós chegaremos ao primeiro mundo com estradas duplicadas e com o setor público eficiente", disse o ministro. "Está faltando no país a duplicação em eixos estratégicos. A economia cresceu, nossa agricultura produziu 100 milhões de toneladas, mas nossas rodovias são da década de 70, precisamos investir nisso. Duplicar é essencial".
Segundo o ministro, a burocracia, principalmente das agências reguladoras, trava que o Orçamento já separado para a pasta - em especial para obras do Plano de Aceleração ao Crescimento (PAC) - seja cumprido. "Essa é grande angústia que eu vi nesses 60 dias de ministério. Nós temos Orçamento, a presidente Dilma quer fazer, mas encontramos esses entraves", disse o ministro.
"Hoje nossa dificuldade é cumprir a provisão orçamentária. Nós temos R$ 15 bilhões e hoje só conseguimos gastar R$ 3 bilhões. Nós queremos eliminar esses pontos, essas ineficiências e esses custos adicionais""Não adianta chamar o privado para uma rodovia que não tem tráfego suficiente que ele não vem. Nós vamos garantir a atratividade e se o privado não cumprir o seu papel é obrigatório exigir que cumpra", ressaltou.
O ministro anunciou ainda que na próxima semana irá lançar o Plano Nacional de Logística Integrado que vai segmentar em três áreas as obras do setor no país: estruturantes, complementares e outras obras. Esse plano, segundo ele, será calcado em uma parceria com a iniciativa privada, que deverá receber incentivos "atraentes"
