Rodrigo Janot deve suceder Roberto Gurgel na PGR
Subprocurador obteve 511 votos de seus pares na Procuradoria Geral da República
O subprocurador-geral da República Rodrigo Janot foi o candidato mais votado por seus colegas para compor a lista tríplice a ser enviada à presidente Dilma Rousseff para a indicação do sucessor de Roberto Gurgel, que ocupa, há quatro anos, o cargo de procurador-geral da República. Janot obteve 511 votos, à frente da subprocuradora Ela Wiecko (457) e da atual vice-pcrocuradora-geral, Deborah Duprat (445). Com 271 votos, a candidata Sandra Cureau ficou em quarto lugar.
A consulta à classe foi concluída, nesta quarta-feira, pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), nas unidades do Ministério Público Federal (MPF). A eleição, que virou tradição nos últimos 10 anos - com a indicação do mais votado pelos presidentes da República Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff - contou com a participação de 888 membros do MPF (ativos e inativos), associados à ANPR. A escolha do candidato foi plurinominal, facultativa e secreta.
“Tenho certeza de que a presidente da República, que lutou pela democratização do país, prestigiará mais uma vez esse importante momento democrático dos procuradores da República”, afirmou Alexandre Camanho, presidente da ANPR, ao anunciar o resultado do pleito.
Por volta das 13h, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, registrou seu voto e salientou o caráter democrático da eleição. "Mais uma vez a carreira tem a oportunidade de influir na escolha de quem irá chefiar a instituição nos próximos dois anos. Como a Constituição Federal não nos assegurou essa escolha, a formação da Lista Tríplice é um processo valioso para a classe", declarou Gurgel.
Dilma decide
De posse do resultado, a ANPR aguarda agora agendamento de audiência com a presidente da República, Dilma Rousseff, para entregar o documento com os três nomes indicados. A chefe do Executivo não é obrigada a indicar para a aprovação final do Senado nenhum dos nomes da lista tríplice. Mas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguiu as listas tríplices dos procuradores, e assim também agiu a atual presidente quando da recondução de Roberto Gurgel para um segundo mandato, em 2011. O atual procurador-geral da República permanece no cargo até o dia 15 de agosto.
