RS: máquina do IGP estraga e família aguarda há 36 dias para enterrar corpo
Em Canoas (RS), na região metropolitana, a família de Wilian Teixeira Pinheiro, 27 anos, aguarda há mais de um mês para enterrar o rapaz morto em um homicídio. O corpo está retido pelo Instituto-geral de Perícias (IGP) devido a um defeito em uma máquina analisadora genética automática, a única do Estado que faz a identificação por DNA das vítimas.
O processo de identificação é requisito para a liberação de qualquer corpo por parte do IGP. No caso de Wilian, as digitais, por exemplo, não podem ser coletadas: ele foi vítima de tiros e teve seu corpo carbonizado. As informações foram publicadas no jornal Zero Hora.
O reconhecimento do corpo foi feito no dia 6 de março pela família, dois dias após a morte. A partir disso, amostras de DNA foram coletadas do pai e do morto. Desde então, aguardam a liberação, mas o corpo segue em uma câmara fria do Departamento Médico Legal em Canoas para a realização do exame.
De acordo com o diretor-geral do IGP, José Cláudio Teixeira Garcia, o conserto custa R$ 85 mil e um contrato emergencial está sendo feito. Ele estima que o equipamento esteja funcionando em cerca de 20 dias.
