Sócio da boate Kiss organizou cobrança e concordou com obras

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O sócio-proprietário da boate Kiss, Mauro Hoffmann é apontado como o homem que organizou o sistema de cobranças de clientes da casa noturna e de ter concordado com as obras clandestinas feitas pelo sócio Elissandro Spohr, o Kiko, presos na Penitenciária Estadual de Santa Maria (RS). A informação foi dada por uma pessoa muito próxima aos dois empresários, que não quis se identificar, ao jornal Zero Hora.

A defesa de Hoffmann, no entanto, afirma que ele é apenas um investidor, sem envolvimento ou gerência na administração da boate onde ocorreu o incêndio que matou mais de 240 pessoas. "Ele (Kiko) não pede autorização para aumentar o preço. Informa que irá aumentar", disse o advogado Mario Cipriani, defensor de Hoffmann, referindo-se à forma supostamente isolada como Kiko administrava a boate, citando um e-mail trocado entre os dois.

Em setembro de 2011, Hoffmann investiu R$ 500 mil para organizar a cobrança na boate, que não estaria dando lucro. Mandou instalar cinco caixas registradoras e barra de ferro na porta para não permitir que as pessoas que saíssem para fumar fossem embora sem pagar. "Kiko tomava as decisões do cotidiano, mas todas as reformas foram feitas com a anuência de Mauro, que tem 20 anos de experiência no ramo", afirmou Sandro Meinerz, um dos delegados encarregados do caso. Braço direito de Sphor na Kiss, Ricardo de Castro Pasch, 31 anos, declarou que “Kiko nunca fazia reformas sem o consentimento de Mauro”.