Greve deixa 300 mil sem transporte público em Florianópolis 

Por Fabrício Escandiuzzi

A greve de motoristas e cobradores de ônibus, que começou no primeiro minuto desta segunda-feira, deixa pelo menos 300 mil usuários sem transporte público na região metropolitana de Florianópolis. Os ônibus sequer deixaram as garagens. O principal terminal da capital catarinense, o Ticen, por onde passam mais de 250 mil pessoas diariamente, ficou completamente deserto por volta das 7h.

A categoria havia decido pela greve na quarta-feira passada. Em nova assembleia realizada no final da noite de domingo, motoristas e cobradores decidiram manter os braços cruzados no início da semana.

Com a paralisação, muitos passageiros buscaram transportes alternativos, como motocicletas ou caronas. A prefeitura de Florianópolis anunciou um sistema de vans e micro-ônibus que seriam colocados à disposição da população. Entretanto, no início da manhã, as vans não eram localizadas pelos passageiros, o que gerou irritação.

"Hoje estamos vendo quem é que manda na cidade", disse o vigia Altemir Pereira, 46 anos, que tentava ir para casa depois de uma madrugada de trabalho. "Os motoristas é que mandam. Conseguem parar Florianópolis inteira. E onde estão as vans que a prefeitura prometeu?", indagou.

A principal reivindicação da categoria é a redução da jornada de trabalho das atuais 6h40 para 6 horas, sem perdas salariais. As empresas concessionárias de transporte público ofereceram reajuste de 2% (os trabalhadores exigem 5%) e aumento do vale-refeição em 30 reais: de R$ 380 para R$ 410.