Greve de ônibus em Osasco afeta 250 mil e funcionário é detido 

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Cerca de 250 mil moradores de Osasco, município da Grande São Paulo, ficaram sem transporte na manhã desta quinta-feira. Os motoristas da Viação Osasco, empresa responsável por linhas de ônibus que ligam a cidade à capital e a municípios da região, entraram em greve. Nenhum dos 550 ônibus da empresa saiu das garagens.

Um funcionário da empresa foi conduzido ao 2°DP de Osasco e indiciado por participar de suspensão coletiva de trabalho, interrompendo serviço de interesse coletivo. O cobrador André Ricardo Rodrigues foi liberado por volta das 12h, acompanhado do advogado do Sindicato dos Condutores de Osasco e Região (Sincovero), Wagner Batista de Lima. "Ele deve pagar uma multa em torno de R$ 400 a uma instituição de caridade pelo delito", explicou Batista. O secretário-geral do Sindicato, Luiz Segatelli, explica que Rodrigues tentava impedir a saída de um ônibus quando foi conduzido à delegacia.

Aproximadamente 10% dos funcionários da empresa Urubupungá, que também atende à região, chegaram a aderir à greve, no final da madrugada, mas em uma assembleia realizada por volta das 8h, no Sindicato dos Condutores de Osasco e Região, decidiram retornar às atividades. Funcionários de outras empresas responsáveis por linhas que atendem à região de Osasco também participaram da assembleia e optaram por não aderir à greve.

Segundo o presidente do sindicato, Antônio Alves, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) havia determinado que não ocorresse a paralisação total e que fossem mantidos 100% do efetivo operando nos horários de pico, além de 80% no restante do dia. O TRT determinou multa de R$ 80 mil por dia em caso de descumprimento da decisão. Uma audiência de conciliação está marcada para hoje às 14h no tribunal.

Os trabalhadores reivindicam um aumento de 15%, vale-refeição de R$ 18 e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 1,2 mil. "A empresa ofereceu apenas 7% de aumento, uma PLR de R$ 550 e um aumento no vale-refeição de R$ 1", informou Alves.