MP denuncia 12 por morte de adolescente no Hopi Hari  

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Doze pessoas foram denunciadas nesta quarta-feira por homicídio culposo (sem a intenção de matar) pela morte da adolescente Gabriela Nichimura, 14 anos, ocorrida em 24 de fevereiro no parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo.

O promotor Rogério Sanches deixou de fora o vice-presidente do parque, Claudio Luis Pinheiro Guimarães, e o técnico em eletricidade Rodolfo Rocha de Aguiar Santos, que estavam na lista dos onze acusados apontados pela Policia.

Foram incluídas outras três pessoas na denúncia: os gerentes de manutenção Fábio Ferreira da Silva e Flávio da Silva Pereira e a operadora de brinquedo Amanda Cristina Amador. Os demais denunciados são: o presidente do parque, Armando Pereira Filho; o gerente-geral de manutenção, Stefan Fridolin Banholzer; os atendentes de operação Vitor Igor Spinocci de Oliveira, Marcos Antonio Tomaz Leal e Edson da Silva; o supervisor de operações Lucas Martins Figueiredo; os técnicos de manutenção Juliano Ambrósio e Adriano César de Souza e o mecânico Luiz Carlos Pereira de Souza.

O promotor pede que a pena de homicídio culposo seja aumentada em um terço por considerar que houve negligência dos funcionários na causa da morte da garota. Se condenados, os acusados podem pegar uma pena que varia de um a três anos de detenção. A ação foi entregue ao juiz da 1ª Vara de Vinhedo nesta manhã.

Gabriela morreu com a queda da cadeira do brinquedo Torre Eiffel. Segundo a perícia, ela ocupava um assento que estava inoperante e não poderia ser utilizado pelos visitantes do parque.