AM: COL avalia como vantagem estrutura pronta para receber mídia
Representantes do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo (COL) e da Fifa realizaram em Manaus, neste sábado, a quinta e penúltima visita de monitoramento aos locais dos jogos da Copa de 2014. Viagem que começou na última terça-feira, em São Paulo, terminando em Natal neste domingo.
Na capital amazonense, a equipe de especialistas em diversas áreas operacionais, que vão desde segurança à tecnologia de informação, conversou com os organizadores locais da competição e viram de perto o que está sendo feito. Uma das conclusões que COL e Fifa tiraram da visita foi que a capital amazonense conseguiu encontrar uma alternativa positiva para estruturar a parte de mídia necessária para a cobertura dos jogos.
O órgão responsável pelo evento no Amazonas, a Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP), anunciou que vai usar a estrutura do sambódromo, que fica ao lado da Arena da Amazônia (o novo estádio em construção), para acomodar os previstos três mil profissionais de comunicação de todo o mundo.
Para avaliar a proposta, os especialistas visitaram as obras de construção da Arena da Amazônia, que já atingiu 37% de sua conclusão, segundo a UGP, comparando o projeto na planta com o que já foi construído.
"Muitas vezes, analisando apenas as plantas e projetos é difícil de entender exatamente como é o entorno do estádio. Cada grupo de especialistas vai observar os detalhes práticos. Por exemplo, na área de mídia, eles observaram a localização do centro de mídia porque vão ter de planejar o deslocamento de milhares de jornalistas que vêm cobrir a Copa do Mundo aqui em Manaus. Vans trarão estes jornalistas para trabalharem aqui todos os dias. Aqui, eles vão usar o centro (de mídia) praticamente 24 horas. Tudo isso está sendo planejado in loco", explicou o diretor do escritório da Fifa no Brasil, Fúlvio Danilas.
No caso de Manaus, o uso do sambódromo como centro de mídia foi considerado uma boa alternativa para a questão logística da parte de comunicações. "Esta é uma vantagem em relação à cidades que terão de construir prédios novos enquanto que este (o sambódromo) será necessário apenas reformas e adaptações. Isso é uma vantagem para a própria cidade", avaliou o diretor executivo de operações e competições do COL, Ricardo Trade. De acordo com os organizadores locais, de toda a estrutura a ser usada na Copa, cerca de 80% serão de instalações fixas.
Quando foi apresentado pela organização local, o projeto da Copa em Manaus previa que o centro de mídias fosse montado na Arena Amadeu Teixeira, ginásio que fica também ao lado do novo estádio. Porém, a conclusão foi de que seria necessário fazer grandes adaptações das instalações dentro dele, uma operação que será menos trabalhosa no sambódromo.
"Nesta parte logística, os técnicos estão vendo como vai ficar distribuição da rede de fibra ótica, por exemplo. São detalhes puramente técnicos que estão sendo avaliados aqui", explicou ainda Fúlvio Danilas.
Na parte da obra de construção do estádio, os analistas visitaram várias partes do estádio novo. Apesar da chuva que caiu na cidade durante toda a manhã, eles percorreram a parte da arquibancada já pronta. A Arena da Amazônia, segundo informou a construtora, concluiu na semana passada todo o trabalho de fundações. O índice de conclusão atingiu 37%. O projeto básico não sofreu até agora sugestões de mudança significativas.
"Todos os projetos estão com desafios, mas os projetos básicos não serão modificados. Algumas saídas vão ter de ser encontradas. O uso por exemplo de uso de carrinhos de campos de golfe para transportar os profissionais de mídia com grande quantidade de equipamento. Isso são adaptações que não vão influenciar nos projetos básicos", disse Trade.
Na parte de financiamento da obra, a Arena da Amazônia teve apenas 20% do valor total, orçado em R$ 499,5 milhões, liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Até o mês de abril, os organizadores esperam a liberação do restante.
"Nosso maior problema tem a ver com a importação dos insumos da obra. Mas o nosso projeto está sendo avaliado pelo BNDES e deve ser aprovado logo", disse o coordenador da UGP, Miguel Capobiango.
