Defesa pode deixar julgamento caso mãe de Eloá não fale  

Por Marina Novaes e Vagner Magalhães

A advogada de defesa de Lindermberg Alves Fernandes, acusado de matar a ex-namorada Eloá Pimentel, em 2008, pode deixar o plenário do Fórum de Santo André, no ABC Paulista, durante o julgamento nesta segunda-feira, caso a mãe da vítima, Ana Cristina Pimentel, não seja ouvida como testemunha. A possibilidade foi divulgada pelo advogado José Beraldo, assistente de acusação e representante da família da jovem.

"O que nós não concordamos, e nos preocupamos, e para que não ocorra nulidade, mas ela disse que vai deixar o plenário", afirmou José Beraldo. De acordo com ele, a promotoria não concorda com a convocação de última hora, pois Ana não havia sido arrolada como testemunha. "Eu não digo que seja uma manobra de defesa, eu até sou favorável que ouçam a dona Ana Cristina, porque isso seria um tiro no pé, mas a promotoria não concorda e quer fazer valer a lei."

Caso a advogada Ana Lúcia Assaf deixe o plenário, o julgamento pode ser adiado, e, se ela insistir em manter a posição, a Justiça pode designar um defensor público para atuar a favor de Lindemberg. 

Na sexta-feira, a promotora Daniela Hashimoto disse que não convocou a mãe de Eloá porque, além de avaliar que ela não tem com o que contribuir no caso, ela não queria evitar um "sensacionalismo em cima do julgamento".