Aeroviários estão parados em cinco aeroportos do país

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Aeroviários de cinco aeroportos do país paralisaram as atividades no final da tarde desta quinta-feira, segundo informações do Sindicato Nacional dos Aeroviários. A paralisação afeta os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador, Brasília e Confins (Belo Horizonte).

No entanto, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), informou que não há paralisação. Em Belo Horizonte, segundo a entidade, houve um problema já restabelecido.

Mais cedo, os sindicatos dos aeronautas (funcionários em voos) filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac/CUT) decidiram aceitar a proposta de reajuste salarial de 6,5% e 10% de alta nos pisos. Com isso, a greve programada para ter início às 23h desta quinta foi cancelada.

A presidenta do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, informou  que a paralisação começou a despeito da decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de multar o sindicato em R$ 100 mil por dia se não houver um mínimo de 80% de funcionários trabalhando.

“Nossa greve já começou no Rio, em Brasília, em Belo Horizonte e Fortaleza. A adesão está muito boa. O TST é muito rápido e tem mão pesada para punir o trabalhador. Mas nossa dignidade não custa R$ 100 mil por dia”, disse Selma, na manifestação que ocorreu no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão. Ela ressaltou que a ameaça de multa se refere ao descumprimento da ordem judicial de manter 80% dos funcionários trabalhando nos dias 23 e 24 e 29, 30 e 31 de dezembro. Ela disse que a continuidade da paralisação vai ser definida pelos trabalhadores. “Por isso nós antecipamos a greve”.

Balbino considerou insuficiente o reajuste salarial oferecido na quarta-feira pelo Snea, de 6,5%, que incorpora ganho real de 0,33%. “O que é isso? Uma 'merreca' dessas não quero nem saber. O que significa isso no salário do peão? Quando tivermos o piso de operador em R$ 1.200, a gente senta para conversar”, disse a presidenta do sindicato, em referência à proposta do Snea de criar piso para operador de transporte no valor de R$ 1 mil.

Mas, apesar da greve, o movimento é normal no Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Durante a noite, dos 145 voos previstos, 22 tiveram atrasos e cinco foram cancelados.