Juiz autoriza PF a investigar caso de estudante morta no Piauí
A Justiça do Piauí autorizou a Polícia Federal a entrar no caso da estudante de Direito, Fernanda Lages, 19 anos, que foi encontrada morta após cair de um prédio de 27 andares em Teresina, capital piauiense.
A universitária morreu no dia 25 de agosto nas obras do novo prédio do Ministério Público Federal e até agora não foram identificados os culpados. A Polícia Civil, após dois meses de investigação, concluiu que Fernanda Lages foi assassinada, porém não conseguiu identificar os criminosos.
A pedido dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, a PF irá investigar o caso. A autorização foi dada neste feriado pelo juiz da 1ª vara do Tribunal do Juri de Teresina, Antônio Nolêto. De acordo com o juiz, a superintendência da PF no Piauí está autorizada a apurar o caso a partir desta quarta-feira.
"A PF fará um novo inquérito e os dois pontos principais será o de refazer o exame cadavérico e do local do crime que ficaram inconclusos pela Polícia Civil", informou o promotor de Justiça, Ubiraci Rocha, que acompanha a investigação.
Novo delegado
O promotor informou ainda que um delegado da Polícia Federal virá de outro Estado para investigar o caso da universitária. Segundo o superintendente da PF no Piauí só existe cinco delegados na instituição que é especialista em homicídio.
Atraso
A entrada da PF na investigação demorou devido a um erro no ofício do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O ministro autorizou apenas analisar o inquérito, mas o juiz só concedia a transferência se houvesse a ordem de investigação. O ofício foi corrigido e a PF poderá abrir novo inquérito.
