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Corpos de garis atropelados são enterrados em SP

Por Felipe Oliveira

O clamor por justiça tomou conta dos sepultamentos, na manhã deste domingo, dos dois garis atropelados na Marginal Pinheiros, em São Paulo. Os corpos de Alex Damaceno de Souza, 26 anos, e Roberto Pires de Jesus, 36 anos, foram enterrados no cemitério Vila Nova Cachoeirinha no horário previsto, 10h e 10h30, respectivamente.

"Chega de violência no trânsito, mais um inocente foi embora e deixou uma família. Chega de violência, chega de violência", gritava um familiar enquanto o caixão de Roberto era baixado. As cerca de 40 pessoas presentes aplaudiram o pedido e se despediram do trabalhador, que deixou três filhos.

Um dos filhos do gari sequer conseguiu comparecer ao sepultamento. A mulher e os outros dois filhos estavam muito abalados e não conseguiram conversar com a imprensa. "Ele deixa uma família com filhos, era o único que trabalhava na casa e eles moravam numa casa muito humilde, eu quero ver como que essa família vai fazer pra sobreviver", disse uma vizinha que não quis se identificar.

Justiça também é o que deseja Cleydson Santos de Lima. O encarregado de Alex e Roberto estava no local no momento do atropelamento, na manhã de sábado. "A gente não esperava isso, temos nossa segurança, mas de repente vem alguém alcoolizado e tira a vida de um trabalhador que deixa os filhos pra criar. Nenhum ser humano merece uma coisa dessas, a família não merece estar passando por isso, o que a gente espera nesse momento é que a justiça seja feita".

Alex e Roberto trabalhavam quando foram atropelados por uma caminhonete Toyota Hilux, por volta das 7h40 de sábado. O motorista da caminhonete, um bancário de 32 anos, teria perdido controle do veículo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o bancário teria confessado aos policiais que estava voltando de uma festa, onde teria ingerido bebida alcoólica.