Depois de assembleias, funcionários dos Correios continuam em greve

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Depois de assembleias realizadas em todo o país, os funcionários dos Correios decidiram permanecer em greve. A paralisação começou na quarta-feira (14).

Apenas uma reunião ainda está para acontecer em Brasília, mas, de acordo com membro do Comando Nacional de Negociação Cláudio Roberto ela também vai decidir por manter a paralisação.

Cláudio afirma que a greve continua até que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) apresente uma nova proposta.

A categoria pede 7,16% de reajuste salarial, referentes à inflação, e reajuste do vale-refeição e do vale-alimentação (R$ 30 por dia). Eles pedem, ainda, aumento real de R$ 400 e um piso salarial de R$ 1.635. Hoje o piso é de R$ 807.

De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), a ECT fez uma contraproposta de reajuste de 6,87%, aumento do vale-refeição e do vale-alimentação de R$ 24,50, mas os funcionários não aceitaram e entraram em greve como "último recurso".

"Agora, realizamos assembléias diárias, assim podemos decidir a cada dia de acordo com as negociações com a empresa", explica o diretor do Sintect/RJ Ronaldo Leite.