Após 3º ministro do partido cair, líder diz que PMDB causa inveja 

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O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), afirmou nesta quinta-feira que os ataques de que o partido é alvo refletem a "inveja" e o "despeito" que adversários têm da legenda. Ao participar do Fórum Nacional peemedebista, em Brasília, o parlamentar chegou a afirmar que a sigla "não teme tempestades, cara feia ou ameaças" e afirmou que a presidente Dilma Rousseff "sempre contará com nossa lealdade e coerência".

Nos pouco mais de oito meses do governo dilmista, o PMDB foi o partido que mais perdeu ministros. Dois deles, Pedro Novais (Turismo) e Wagner Rossi (Agricultura) foram afastados após suspeitas de irregularidades. Nelson Jobim (Defesa), por sua vez, foi demitido depois de ter criticado duas ministras do governo.

"O PMDB desperta um sentimento de inveja, de despeito. O PMDB é um partido, por sua tamanho e por sua capilaridade, aqui e acolá você sente um certo preconceito ao PMDB. Mas não tem adiantado porque, a cada eleição que se segue, o potencial é mais forte ainda¿, disse Alves.

Apesar de o parlamentar não ter conseguido emplacar o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) como novo ministro do Turismo e de a indicação de Gastão Vieira (PMDB-MA) para a vaga ter provocado desgastes entre os integrantes da bancada, Henrique Eduardo Alves afirmou que o governo está "em lua-de-mel" com o partido.

"O governo está em lua-de-mel com o PMDB, mas aqui e acolá vocês são testemunhas de críticas ao PMDB, de agressões gratuitas ao PMDB. O PMDB mostra que, apesar disso tudo, quando chega lá de o PMDB votar, uma parte do Brasil é PMDB, porque tem tradição, tem história e tem uma raiz muito boa, um tronco de muita qualidade do passado, do presente e, se Deus quiser, mais ainda do futuro. O partido está acostumado, o partido que viveu a ditadura, os dissabores que enfrentou, os obstáculos que venceu está preparado para todo tipo de constrangimento, de dificuldade", completou ele.

Um dia após consolidar a demissão do ministro peemedebista do Turismo, Pedro Novais, suspeito de ter utilizado recursos públicos para pagar uma governanta e um motorista, a presidente Dilma Rousseff participou do fórum do PMDB, elogiou a legenda, principal aliado no governo de coalizão, e disse que o partido é "fundamental". Ao lado do vice-presidente Michel Temer, presidente licenciado do PMDB, disse que tem com ele "um relacionamento profícuo e de confiança". Mesmo após ter sido hospitalizado, Temer participou ativamente das articulações para a saída de Novais e a escolha do novo ministro.

"O PMDB é um parceiro fundamental do meu governo. Nossa parceria se fortalece no relacionamento profícuo e de confiança que eu tenho com o meu vice-presidente, Michel Temer. Esse relacionamento com o Michel Temer, estreito e efetivo, tem mostrado e tem evidenciado como o Michel tem atuado com eficiência no governo e lealdade entre nós, tanto no trabalho que ele exerce nas questões próprias do governo, como nas articulações políticas. Agradeço a ação firme do PMDB por meio do apoio que suas bancadas na Câmara e no Senado prestam ao meu governo, bancadas sempre presentes e leais quando estão em jogo interesses do País", disse Dilma.