Ministro quer criar banco de dados com DNA de investigados
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu nesta quinta-feira (25) que investigados de uma forma geral passem a recolher material genético para a formação de um banco de dados nacional. A ideia é formar um cadastro com informações de pessoas que já tiveram condenações ou que já foram investigados para evitar que ocorram futuros crimes ou para desvendar ilícitos de uma forma mais rápida.
"Acreditamos que não apenas criminosos com crimes hediondos devam estar submetidos a esse tipo de coleta. Isso poderia soar discriminatório e muito restritivo. Achamos que essa coleta poderia ser mais ampla. Estamos estudando, em conjunto com parlamentares, a possibilidade de nós termos uma implementação em perspectiva mais ampla. Acho que tudo que contribua para elucidação de crimes, que contribua para a redução da impunidade no País, é bem-vindo", disse Cardozo.
"Não seria só para certos autores de delitos, seria para investigados em geral como uma forma de identificação, inclusive. Estamos estudando custos, avaliando situações, mas acho que o que marcha na perspectiva de uma boa investigação criminal e no combate à impunidade deve ser analisado com carinho", completou o ministro.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira projeto de lei que determina a coleta de amostras de DNA de presos condenados por cometerem crimes hediondos ou praticados com violência. Pela proposta, o banco de dados seria sigiloso e só poderia ser consultado após solicitação da autoridade policial, da União ou dos Estados em caso de inquérito instaurado.
