Chefe dos bombeiros de Alagoas é denunciado por negligência em incêndio
MACEIÓ - O Ministério Público Estadual em Alagoas entrou nesta sexta-feira com uma Ação Civil Pública, por ato de improbidade administrativa, contra quatro agentes de segurança pública do estado. O comandante do Corpo de Bombeiros Militar, Neitônio Freitas dos Santos, o secretário Executivo da Defesa Civil, tenente-coronel Denildson Cruz de Queiroz e mais dois tenentes são acusados de negligência pelo incêndio em um galpão, no bairro de Jaraguá, em Maceió, que armazenava donativos para as vítimas das enchentes de junho do ano passado em Alagoas.
No incêndio, foram queimadas 2 mil barracas e 20 toneladas de roupas usadas, doadas por todo o país. O prejuízo, segundo o MP, foi de R$ 12,5 milhões. Se a Justiça acatar a ação, os acusados devem pagar multa referente aos danos e perder os direitos políticos por cinco anos.
Uma perícia realizada no galpão detectou que o incêndio foi provocado por uma pessoa que passava próximo ao local. Câmeras do escritório de uma usina de açúcar e álcool, próximas ao galpão incendiado, flagaram a ação. Ninguém foi preso.
De acordo com as investigações do MP, o galpão incendiado não dispunha de segurança e ainda guardava material de fácil combustão. Segundo um dos depoimentos da ação, esses fatos eram do conhecimento do comando do Corpo de Bombeiros, mas a corporação não adotou quaisquer providências para evitar o incêndio. Além disso, a última vistoria realizada no galpão foi em 1999.
O comandante dos bombeiros ainda não se pronunciou sobre a ação. O tenente-coronel Denildson Cruz afirmou que tinha conhecimento dos riscos apresentados pelo estabelecimento, e havia pedido providências ao responsável pelo galpão. Segundo ele, uma cópia deste pedido de providências foi entregue ao Ministério Público Estadual.
