Tragédia japonesa reacende debate nuclear no Brasil
Perigo em usinas como Angra 2 motiva cautela de cientistas
A calamidade japonesa colocou novamente em xeque, em todo o mundo, a questão das usinas nucleares. Dono de uma invejável bacia hidrográfica, e pivô quando o assunto é energia renovável, o Brasil utiliza pouco a alternativa nuclear: hoje, apenas 2,3% da energia gerada no país vem desta fonte.
As projeções da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) também são tímidas. Apesar de movimentar R$ 40 bilhões por ano, a participação da energia nuclear no país, em 2025, deverá ser de 5%. O número é pequeno quando comparado ao de países como França e Japão, onde a participação nuclear é de 70% e 30%, respectivamente.
Em Brasília, as medidas de segurança das usinas já estão sendo reavaliadas em função do incidente japonês. O presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AL), e o deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP), já discutem a criação de uma comissão para reavaliar o programa energético.
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