SP: testemunhas do caso Eloá serão ouvidas nesta sexta-feira
SÃO PAULO - Cinco testemunhas de acusação do caso Eloá serão ouvidas nesta sexta-feira pelo juízo da Vara do Júri de Santo André. A audiência está prevista para começar às 10 horas, no Fórum de Santo André (SP). As testemunhas de defesa serão ouvidas em outra data ainda não determinada.
O julgamento de Lindemberg Alves Fernandes, principal acusado de matar Eloá, estava marcado para o dia 21 de fevereiro, mas por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) o processo deve retornar à fase de instrução.
Lindemberg Alves Fernandes, 22 anos, é acusado pela morte da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, 15 anos. O crime aconteceu em outubro de 2008 e foi transmitido em rede nacional por diversas emissoras. O réu invadiu a casa da sua ex-namorada, no Bairro de Jardim Santo André, em Santo André (SP), numa crise de ciúmes, e manteve Eloá e alguns de seus amigos em cárcere privado. Após quase 100 horas de negociações, Eloá foi morta com dois tiros. Lindemberg afirma que o tiro que matou a jovem partiu de um disparo policial.
O caso
Lindemberg fez Eloá refém no apartamento da família dela depois de invadir o imóvel na tarde do dia 13 de outubro de 2008. A adolescente estava no local com a amiga Nayara Rodrigues da Silva, 15 anos, e dois colegas de escola. Os meninos foram liberados naquela noite.
Nayara saiu do cativeiro no dia seguinte, após 33 horas. Ela retornou ao apartamento na quinta-feira em uma tentativa de negociar com Lindemberg, mas foi capturada novamente e lá permaneceu até o desfecho do sequestro. A ação terminou com as duas meninas baleadas pelo sequestrador, em 17 de outubro.
Integrantes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar (PM) alegam que invadiram o apartamento após terem ouvido um tiro. Eloá teve morte cerebral confirmada dois dias depois. Nayara levou um tiro no rosto e teve recuperação total.
