Justiça dos EUA proíbe visitas de avós brasileiros ao menino Sean Goldman
RIO - A Suprema Corte de New Jersey, nos Estados Unidos, negou aos avós brasileiros do menino Sean Goldman, 10 anos, a permissão para visitá-lo. De acordo com Michael Guadagno, juiz que proferiu a sentença, Silvana Bianchi e Raimundo Ribeiro Filho não aceitaram as condições impostas pelo pai da criança, David Goldman, para que ocorressem as visitas. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
Entre as condições elencadas pelo pai do menino estaria a retirada, por parte dos avós brasileiros, das ações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). David também teria exigido que o casal não se manifestasse publicamente em relação às decisões da corte americana sobre o caso, que a duração das visitas fosse estipulada pelo psicólogo de Sean e que a comunicação entre o menino e os avós ficasse em sigilo. Para o advogado de Silvana e Raimundo, Sergio Tostes, a decisão do juiz americano é "muito violenta".
Entenda o caso
David Goldman, o pai biológico de Sean, lutou para ter a guarda do filho desde a morte de sua ex-companheira, a brasileira Bruna Bianchi Carneiro. A briga pela guarda começou em 2004, quando Bruna deixou Goldman para uma suposta viagem de férias de duas semanas com o filho ao Brasil. Eles viviam na cidade de Titon Falls, Estado de New Jersey (EUA). Ao desembarcar no país, contudo, Bruna telefonou ao marido avisando que o casamento estava acabado e que não voltaria aos Estados Unidos.
A partir disso, foi travada uma batalha judicial pela guarda do garoto, na época com 4 anos. No Brasil, a Justiça reconheceu o divórcio pedido por Bruna sem a concordância de Goldman. Diante das leis americanas, eles permaneciam casados. Livre do compromisso com Goldman, Bruna se casou novamente com o advogado João Paulo Lins e Silva, mas no parto do segundo filho ela morreu, em 2008.
Diante da ausência da mulher, David Goldman veio ao Brasil na tentativa de levar o filho de volta aos Estados Unidos. Desde então, ele brigou pela guarda do garoto nos tribunais brasileiros, contra o padrasto de Sean e seus avós maternos.
Sean está morando nos Estados Unidos desde dezembro de 2009, quando o pai biológico, o americano David Goldman, venceu a disputa pela guarda do menino.
