DEM pode deixar definição do vice de Serra para a direção nacional
Portal Terra
BRASÍLIA - Com a reviravolta no quadro político no Paraná, causado pelo lançamento do nome do senador Osmar Dias (PDT-PR) para o governo do Estado e a consequente formação de um palanque para a petista Dilma Rousseff (PT), o DEM, que realiza convenção nesta quarta-feira em Brasília, deve delegar à Executiva da legenda a continuidade das negociações para que o partido consiga ter a indicação para compor a chapa de José Serra (PSDB).
"A tendência é deixar para a Executiva do partido (continuar as negociações). Claro (que vamos negociar até a meia-noite). É como o Jack Bauer (protagonista da série 24 Horas)", disse o líder democrata na Câmara, Paulo Bornhausen.
"Não podemos cometer o erro que eles (PSDB) cometeram de não dialogar. Vamos conversar até a undécima hora", afirmou também o presidente de honra da legenda, Jorge Bornhausen.
O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), afirmou na noite de terça-feira, após reunião em Brasília, que o seu partido avalia "os novos fatos" como positivos para estimular a negociação entre as legendas sobre quem será o vice do candidato à presidência da República, José Serra.
O ministro Alexandre Padilha afirmou pelo Twitter que o senador Osmar Dias (PDT) se candidatará ao governo do Paraná pela coligação PT-PMDB, o que inviabiliza a proposta tucana de colocar o seu irmão e também senador Alvaro Dias como vice do tucano.
