Serra diz não acreditar que economia vá decidir a eleição
Jornal do Brasil
DA REDAÇÃO - O presidenciável José Serra (PSDB) evitou comentar diretamente o resultado da pesquisa Vox Populi divulgada na noite desta terça-feira (29) que o coloca cinco pontos percentuais atrás de Dilma Rousseff (40% a 35%), ex-ministra e candidata petista à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva. O tucano disse acreditar que o eleitor formará opinião sobre seu candidato apenas após a Copa do Mundo e minimizou a possibiliadade da estabilidade econômica auxiliar o desempenho de sua adversária.
"Depois do horário eleitoral é que a campanha ganha perfil. Por enquanto, são instantâneos que você toma, dependendo do grau de exposição, depois disso e daquilo. Sei que jornalistas políticos e empresários dão uma enorme atenção à pesquisa, mas na prática ela não tem (tanta importância). Pelo menos nos períodos muito antecipados ainda", retrucou durante entrevista para a Globo News.
Sobre a influência do desenvolvimento econômico na opção dos eleitores por um possível continuísmo no governo federal, Serra destacou que não crê que a economia decida o pleito.
"Depende. A economia pode apontar para um lado e pode apontar para outro. O sucessor do (Bill) Clinton, presidente americano, perdeu a eleição, apoiado pelo Clinton, e a economia americana estava bombando", disse. "Apesar de ser economista, não sou economicista no sentido de que a economia decide. Eu não acho. O que decide é o futuro", completou.
Novela do vice
O governador paulista disse que existem "vários" nomes para ocuparem a vaga de vice-presidente em sua chapa, mas que não há uma definição até o momento. "Vai ser alguém muito bom. Isso não tem problema. A ideia é precisamente agregar votos. A sugestão feita (o senador Alvaro Dias, do PSDB-PR) agregaria votos", afirmou Serra.
