PR: Dias vai a Brasília definir candidatura com PT, PDT e PMDB
Portal Terra
BRASÍLIA - Uma reunião na noite desta segunda-feira, em Brasília, deve definir o quadro das eleições estaduais do Paraná. Com uma proposta de aliança para disputar a reeleição para o Senado na chapa do PSDB, o pré-candidato ao governo Osmar Dias (PDT) tem a última conversa para tentar viabilizar uma coligação que lhe dê condições de enfrentar Beto Richa (PSDB), reunindo PT e PMDB em seu palanque.
Para isso, além da garantia de apoio do partido do presidente Lula, ele depende da desistência do governador Orlando Pessuti (PMDB), pré-candidato à reeleição.
Dias e Pessuti foram convocados para uma reunião em Brasília, com todos os caciques dos partidos envolvidos na negociação: o presidente Lula e os presidentes do PDT (ministro Carlos Lupi), PMDB (Michel Temer) e PT (José Eduardo Dutra).
A reunião foi convocada para tentar demover Osmar Dias da tendência de desistir de disputar o governo para apoiar Richa e se reeleger ao Senado. Na quinta-feira passada, o senador enviou uma consulta à executiva nacional do PDT para saber se o partido autorizaria uma coligação com o PSDB no Paraná. O PSDB, que realizou sua convenção no último sábado (19), deixou em aberto as candidaturas de senador e de vice-governador para que o PDT indique seus nomes, caso aceite a aliança.
O documento enviado por Osmar Dias mobilizou os dirigentes de PDT, PT e PMDB, que viram o risco de perder o palanque forte que vislumbram para a presidenciável Dilma Rousseff (PT) no Paraná. Na reunião desta noite, os dirigentes nacionais dos três partidos esperam ouvir de Pessuti a reafirmação de que o governador estaria disposto a abrir mão da reeleição pela aliança e fazer uma última proposta atendendo às exigências de Osmar Dias para garantir a coligação.
Osmar aparece próximo de Beto Richa em todas as pesquisas de intenção de voto no Estado, sempre com pontuação superior a 30%. Caso não dispute a eleição, a base de Lula teria que apoiar Pessuti, que ainda não passou de 10% nas pesquisas, ou lançar um candidato próprio do PT para garantir palanque para Dilma no Estado.
