Jaques Wagner responde a Caetano e diz que preserva o Pelourinho

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Davi Lemos, Portal Terra

SALVADOR - O governador Jaques Wagner (PT) disse que convidará o cantor e compositor Caetano Veloso para ver, no dia 3 de junho, o lançamento de livro que trata da recuperação completa do Pelourinho, o Centro Histórico de Salvador.

A declaração foi feita em entrevista ao jornalista Casemiro Neto, da TV Aratu/SBT, quando questionado sobre o teor do artigo de estreia do músico no jornal O Globo, no qual sugeriu que o abandono no local seria uma espécie de negação ao legado de Antônio Carlos Magalhães, cujo governo promoveu a revitalização do local na década de 1990.

"Tenho carinho por Caetano, por (Maria) Bethania, por Dona Canô e Santo Amaro (da Purificação, cidada natal do cantor). Mas não sou obrigado a concordar", disse o governador. Ele disse que hoje o Pelourinho é o metro quadrado mais policiado de Salvador, lembrou do êxito do Carnaval no bairro e adiantou que haverá investimentos para as festas de São João.

"O Pelourinho precisa ter vida normal", disse Wagner, que conversa com a Igreja Católica, para que essa mantenha os templos abertos por mais tempo e com a Universidade Federal da Bahia, para que o curso de Medicina retorne ao local, no restaurado prédio onde funcionou o curso.

O governador afirmou que está preparado para as críticas que aparecerão durante o acirramento da campanha. "Vai ter um monte de mágico arrumando solução para tudo. Com o coelho para o Pelourinho. Um coelho para a segurança", ironizou o petista. Nesta quarta-feira (12), o deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB), pré-candidato ao governo, utilizou o artigo de Caetano como mote para atacar a administração do petista.

"Como sempre, Caetano acertou em cheio, manifestando sua indignação de baiano diante da degradação do Centro Histórico de Salvador, um processo que vem se agravando muito nos últimos três anos e que a Bahia assiste com tristeza, enquanto vê frustradas as tentativas de reverter esse quadro", pronunciou-se Geddel.

Ele disse que a solução para o Centro Histórico de Salvador não é complicada, basta ter vontade política, disposição para formular projetos e competência para executá-los.