Arruda realizará novos exames nesta segunda no DF
Portal Terra
DA REDAÇÃO - O governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), deve deixar a sala em que está preso na Polícia Federal, em Brasília, nesta segunda-feira, para fazer novos exames. A pedido de seu médico particular, Brasil Caiado, ele deverá ser submetido a uma tomografia do coração.
O exame ajudará a concluir a avaliação do estado de saúde de Arruda, que está preso há mais de um mês, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a acusação de corrupção de testemunha no inquérito que apura o suposto esquema de pagamento de propina no governo do DF, conhecido como mensalão do DEM. A avaliação deverá ser finalizada nesta terça-feira.
Na semana passada, Arruda foi submetido a uma ressonância no pé direito, que vem sendo motivo de reclamações do governador afastado por causa do inchaço. O médico e também os advogados de Arruda ressaltam ainda seu estado emocional, que estaria abalado por conta da prisão.
Nesta terça, Arruda deverá enfrentar um julgamento no Tribunal Regional Eleitoral (TER-DF), em uma ação de perda de mandato por infidelidade partidária. O governador afastado é alvo ainda de um processo de impeachment na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
No sábado, os advogados ficaram quase três horas reunidos com Arruda na Polícia Federal. Segundo a defesa, vários documentos estão sendo avaliados para um pedido de "reexame" da situação do governador no STJ.
Entenda o caso
O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.
O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.
