Preso por tentativa de suborno no DF pede arquivamento ao STF
Agência Brasil
BRASILIA - Preso por suspeita de integrar a suposta tentativa de suborno de uma testemunha da Operação Caixa de Pandora, o ex-diretor da Companhia Energética de Brasília (CEB), Haroaldo Brasil de Carvalho, recorreu nesta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo o arquivamento da ação penal.
Carvalho teve a prisão decretada junto com o governador afastado do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda (sem partido), e outras quatro pessoas acusadas de tentar corromper uma testemunha.
Agora, ele quer que o STF determine o arquivamento da ação que está no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ministro Marco Aurélio Mello é o relator do recurso.
Segundo a defesa de Carvalho, a ação foi aberta pelo STJ sem a necessária autorização da Câmara Legislativa do Distrito Federal para processar o governador, como determina a Lei Orgânica do DF.
Em 11 de fevereiro, o STJ determinou a prisão preventiva de Carvalho, do governador Arruda, do suplente de deputado distrital Geraldo Naves, do ex-secretário de Comunicação Weligton Moraes, do sobrinho do governador Rodrigo Arantes, e do conselheiro do Metrô, Antonio Bento da Silva, preso em flagrante após a entrega de R$ 200 mil ao jornalista Edson dos Santos, conhecido como Sombra.
Entenda o caso
O mensalão do DEM, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.
O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.
