Pediatra: retirar agulhas de corpo de menino é mais perigoso

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Portal Terra

BARREIRAS - O pediatra Aramis Lopes Neto, membro do Departamento Cientifico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria, afirmou em entrevista ao Jornal do Terra que é mais perigoso tentar retirar as agulhas do que mantê-las no corpo do menino que tinha 50 agulhas em seu organismo em Barreiras, na Bahia. "O procedimento para retirar as agulhas é muito mais danoso, muito mais perigoso do que conviver com essas agulhas no corpo", disse.

Segundo o especialista, o organismo da criança pode desenvolver um tecido ao redor das agulhas que as impeçam de causar maiores danos. Por outro lado, para retirar até mesmo uma agulha que estivesse próxima à pele, seria necessária uma intervenção cirúrgica que poderia trazer riscos á vida do menino.

Ele disse ainda que dificilmente a própria criança teria engolido todas as agulhas. "Uma criança de 2 anos, a quantidade de agulhas (mostra que) é impossível que ela tenha feito isso por ela mesma. Tudo indica que isso foi feito por um adulto, talvez num ritual macabro ou então por pura maldade, com a intenção de maltratar a criança", afirmou.

De acordo com Lopes Neto, o único risco é de que uma das agulhas atinjam algum órgão nobre. Ele disse, porém, que a perfuração no pulmão já foi tratada.

A mãe da criança o levou o menino ao médico em Ibotirama, que o mandou ao hospital em Barreiras. O hospital afirmou que o menino está em estado grave, já que uma das agulhas perfurou um pulmão. A mãe afirmou que deixava o menino com a avó. A polícia investiga o caso, mas não sabe ainda como as agulhas foram parar no corpo da criança.