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Câmara Legislativa do DF já tem dois pedidos de impeachment de Arruda

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Portal Terra

BRASÍLIA - Foi protocolado na manhã desta terça-feira, na Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal, o primeiro pedido de impeachment contra o governador José Roberto Arruda (DEM-DF). O pedido foi feito pelo advogado Anderson Siqueira e logo depois, outro advogado foi à Câmara com o mesmo pedido. Ambos serão analisados pela Mesa Diretora, que deverá submetê-lo à apreciação do Plenário.

Na quarta-feira, chegará à Câmara Legislativa um pedido de impeachment que irá contar com a assinatura de diversos movimentos sociais e entidades como a CUT.

Para o pedido de impeachment ser aprovado, são necessários 16 votos dos 24 deputados distritais, sendo a maioria deles aliada a Arruda. Mesmo assim, o deputado Cabo Patrício (PT) acredita que, com o apoio da sociedade, é possível que o movimento ganhe força e que o governador seja destituído do cargo.

- Aqui a minoria não tem voz, nós somos atropelados. É preciso envolver os movimentos sociais, basta ver as imagens. O dinheiro público da roubalheira é o que está faltando para as pessoas que estão morrendo nos hospitais - disse.

O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados neste fim de semana, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.

O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".

As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.