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Decisão sobre expulsão de Arruda racha Executiva do DEM

Por

Keila Santana , Portal Terra

BRASÍLIA - A Executiva Nacional do DEM vai se reunir nesta terça-feira para decidir se expulsa ou não do partido o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. As denúncias contra o único governador do partido dividem o comando do DEM. Os senadores Agripino Maia (RN), Demóstenes Torres (GO) e o deputado Ronaldo Caiado (GO) defendem a expulsão sumária de Arruda, enquanto Heráclito Fortes (PI), Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), e o presidente da legenda, deputado Rodrigo Maia (RJ), acreditam que o governador merece mais tempo para se explicar e querem aguardar a conclusão das investigações.

O governador é investigado pela Polícia Federal pela suposta participação no mensalão do DEM, suposto esquema de pagamento de propina para deputados estudais durante a campanha de 2006. Ex-integrante do PSDB e único governador do DEM no Brasil, Arruda aparece em um vídeo recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo então secretário de Relações Institucionais da gestão do político democrata, Durval Barbosa. Réu em 37 processos, Barbosa denunciou o esquema por conta da delação premiada, acordo feito com a Justiça para diminuição de pena em uma eventual condenação judicial.

As principais lideranças do DEM ouviram nesta segunda-feira as explicações do governador sobre a denúncia de mensalão no governo de Brasília e vão esperar o pronunciamento público dele ainda esta tarde. Rodrigo Maia deve falar pelo partido após a declaração de Arruda.

Segundo o senador Demóstenes Torres (GO), um dos que defendem a expulsão do governador, só a Executiva Nacional do partido poderá definir o futuro de José Roberto Arruda dentro da legenda. "O governador expôs os argumentos dele sobre o episódio. Vamos aguardar a decisão da Executiva", disse Demóstenes.

O DEM exigiu que o governador se explicasse publicamente para evitar um desgaste maior para o partido que até cogitou o nome de José Roberto Arruda como vice na chapa do candidato do PSDB à Presidência da República em 2010.