Ciro se aproxima de Dilma. Marina ainda é uma incógnita
Vasconcelo Quadros, Jornal do Brasil
BRASÍLIA - O presidenciável do PSB, Ciro Gomes, assim como a ministra Dilma Rousseff, é um defensor do Estado como indutor na economia e seu discurso se assemelha ao que o governo adotou na engenharia jurídica do pré sal.
O Ciro foi consultado pelo presidente Lula antes de os projetos terem sido enviados ao Congresso. Ele concorda com o sistema de partilhas garante o deputado Rodrigo Rollemberg (PSDB-DF), presidente da comissão que analisa o projeto de criação do fundo que vai gerir parte dos impostos e taxas da União a serem gerados com a exploração do petróleo. Defendemos o fortalecimento do papel do Estado como indutor da economia, mas ele deve também em outras áreas, como educação e saúde.
Já a candidata do PV, senadora Marina Silva ainda não definiu como tratará o papel do Estado em seu programa, mas deverá avaliar o pré-sal e o modelo que for adotado num novo foco.
Se é concessão ou partilha não importa. Vamos negociar o projeto dentro da questão ambiental. Mas se a Petrobrás for realmente a única operadora, ficará mais difícil passar as leis ambientais analisa o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ). Segundo ele, embora ainda não haja um consenso sobre os temas, um eventual governo de Marina Silva realçaria o papel do Estado como indutor do modelo do desenvolvimento sustentável. Tudo vai depender das circunstâncias. O governo Lula agiu adequadamente na crise econômica internacional, mas nós incluiríamos na política de desoneração medidas que estimulassem, por exemplo, a indústria de reciclagem.
Os dirigentes do PV não querem antecipar os detalhes, mas reservam à Marina o papel de contraponto ao projeto da ministra Dilma Rousseff no debate sobre as funções do Estado na economia.
Acho que Marina não é afetada pela ideologia estatizante do PT. É correta, sensata. Vai ouvir antes de optar por um dos regimes aposta Mailson da Nóbrega.
