Para ministro, impressão de votos seria retrocesso
Jornal do Brasil
BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, classificou ontem de retrocesso absoluto a possibilidade do Congresso recriar o voto impresso nas eleições. O texto da reforma eleitoral, aprovado na Câmara, previa a impressão dos votos das urnas eletrônicas após a confirmação de cada eleitor a partir das eleições de 2014. A urna eletrônica, encerrada a votação, imprimiria boletim com o resultado das votações para todos os cargos e respectivos candidatos votados.
No Senado, os parlamentares aprovaram emenda que acaba com o voto impresso. O texto dos senadores determina que, se houver necessidade de auditoria nas urnas eletrônicas, o conteúdo digital terá que estar disponível para conferência até seis meses depois das eleições. Pelo acordo, não há possibilidade de voto em trânsito se o eleitor não estiver no Estado que é seu domicílio eleitoral.
O deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), relator da reforma eleitoral na Câmara, contudo, sinalizou que os deputados podem restituir o voto impresso quando o texto retornar para a análise dos deputados possibilidade criticada por Jobim.
Isso representa um equívoco, o retorno a um modelo passado. Usando uma expressão que é muito entendida no Rio Grande do Sul, neste caso estariam misturando jaguatirica com cobra d'água afirmou. Na opinião do ministro, o voto impresso viabiliza a fraude uma vez que haverá a conferência manual dos resultados das urnas eletrônicas. (Com agências)
