Cheia no Acre deixa 400 famílias desabrigadas
Agência Brasil
RIO BRANCO - Cerca de 400 famílias estão desabrigadas por causa da cheia do rio Acre, em Rio Branco, capital acreana. A Defesa Civil espera concluir até sexta-feira o levantamento sobre as perdas e prejuízos causados pelas inundações dos últimos dias na região. Um ginásio esportivo, uma escola municipal e um parque de exposições estão sendo utilizados como abrigos públicos para atender as famílias.
Segundo a Defesa Civil, por motivo de segurança, outras 332 famílias foram removidas de suas residências e recebidas em casas de amigos e parentes. De acordo com o chefe da Divisão da Coordenadoria Municipal da Defesa Civil, capitão George Santos, dez bairros próximos ao rio, que fica no centro da cidade, foram atingidos pela cheia. A inundação teve início no dia 7 deste mês. Pelo menos 1,5 mil pessoas foram diretamente atingidas pela cheia.
Cerca de 200 homens, entre representantes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, do Exército e da prefeitura, estão envolvidos nas operações de ajuda às vítimas da cheia. De acordo com a Defesa Civil do Estado, a prioridade é o acolhimento das famílias desabrigadas.
Três refeições diárias, medicamentos e artigos de higiene pessoal, além de local para dormir, são as principais providências para os desabrigados. A desinfecção dos locais alagados e a prevenção de doenças comuns às alagações, como a leptospirose, também preocupam a Defesa Civil. A maior cheia já registrada no Acre foi em 1997, quando o nível do rio Acre atingiu 17,66 m. As medições são realizadas desde 1971. Hoje, o nível registrado foi de 15,22 m.
