Lula pede menos burocracia para normalizar crédito
Agência Brasil
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira,que é preciso diminuir a burocracia do governo e dos bancos públicos para que o crédito brasileiro volte à normalidade . Em seu programa semanal Café com o Presidente, ele avaliou que as novas ações de estímulo ao crédito e aos investimentos tomadas na semana passada deverão amenizar os efeitos da crise internacional.
- Acredito que vamos evitar que a crise tenha maior gravidade no Brasil. Estamos reforçando o caixa do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] com R$ 100 bilhões para que ele possa não apenas incentivar novos investimentos no setor produtivo, mas ajudar nos grandes projetos que a Petrobras tem aqui no Brasil com o pré-sal- disse Lula.
O presidente voltou a insistir que a idéia central do governo é que nenhum grande projeto seja paralisado. Para ele, o reforço ao caixa do BNDES atende também à necessidade de empresários brasileiros que buscavam dinheiro no exterior. Lula lembrou que a partir desta semana, o Banco Central começa o financiamento de exportações por meio de reservas brasileiras.
Ao comentar as medidas tomadas pelo governo para amenizar os efeitos da crise financeira internacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que as coisas estão andando de forma muito boa , mas que é preciso atenção em relação ao capital de giro de pequenas e médias empresas.
- Elas são grandes geradoras de emprego. Precisamos fazer com que esse capital de giro seja alavancado rapidamente - afirmou em seu programa semanal Café com o Presidente.
Sobre o lançamento do plano de negócios 2009-2013 da Petrobras, divulgado na semana passada, Lula avaliou que as ações da empresa também ajudam no combate à crise. Ele destacou a exploração da camada pré-sal e também a decisão de manter as refinarias de Pernambuco, do Maranhão, do Ceará e do Rio Grande do Norte
- É extremamente importante para a indústria naval, petrolífera e petroquímica brasileira e para o projeto de desenvolvimento do Brasil. Estou convencido de que, se nos mantermos nessa posição, cuidando dos investimentos corretamente, na hora em ue essa crise terminar, o país que estiver mais preparado vai sair bem - diss.
O presidente voltou a dizer que a crise deve ser vista como oportunidade para que o Brasil possa mudar de patamar e que é preciso cuidar para que os empréstimos de bancos públicos estejam ligados à geração de postos de trabalho no país.
