Chinaglia: decisão sobre plano de saúde fica para a próxima Mesa
Agência Câmara
BRASÍLIA - A decisão sobre possíveis mudanças no plano de saúde dos servidores da Câmara (Pró-Saúde) será, provavelmente, tomada pela próxima Mesa Diretora. A opinião é do presidente Arlindo Chinaglia, que explicou nesta terça-feira porque a Mesa anulou as decisões tomadas no último dia 7. Além das mudanças no Pró-Saúde, a Mesa voltou atrás na regulamentação do adicional de especialização, previsto na Lei 11.335/06, que instituiu o plano de carreira dos servidores da Casa.
A discordância dos servidores efetivos da Câmara sobre a proposta de repasse da administração do plano de saúde para o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis) foi um dos motivos para a decisão da Mesa, segundo Chinaglia. Além disso, ele afirmou que a negociação com o sindicato para as mudanças estava condicionada à apresentação de números sobre a situação do atual plano e das opções disponíveis, o que não ocorreu.
- Tenho o maior prazer em negociar com os servidores, com os sindicatos. Isso é democrático. Mas faltou a proposta por escrito. Não podíamos ficar numa situação de fazer um acordo que a categoria não quer; isso é uma loucura - completou Chinaglia.
Segundo ele, o sindicato apresentou uma proposta, na reunião da Mesa no dia 7, para que a Câmara não gastasse nada a mais com o acréscimo ao plano de saúde dos 12 mil secretários parlamentares (funcionários de confiança lotados nos gabinetes dos deputados). - Obviamente, haveria a necessidade de aumentar um pouco a contribuição dos efetivos - admitiu Chinaglia. Para ele, 'o sindicato também queria ampliar o plano, proteger a quem não tem direito', assim como a Mesa. Mas foi apenas uma proposta "em tese", disse o presidente.
Na assembléia para discutir o assunto, na tarde desta terça, houve tumulto, discussão e gritaria. O presidente da entidade, Magno Mello, foi impedido pelos servidores de conduzir a reunião e desistiu de convencê-los sobre os benefícios da migração do atual plano, o Pró-Saúde, para uma operadora privada. O Pró-Saúde é executado pelo Saúde Caixa, mantido pela Caixa Econômica Federal.
Ao final da assembléia, os servidores que lotaram o auditório Nereu Ramos aprovaram uma moção pela renúncia de Mello. O documento também rejeita qualquer mudança no atual plano e determina que o sindicato não poderá negociar novamente qualquer alteração nos serviços de saúde dos servidores.
