Assistente social é assassinada dentro de casa em GO
Portal Terra
GOINIA - O corpo da assistente social do sistema prisional de Goiás Graciete Inácio de Oliveria, 54 anos, foi encontrado por sua filha, nesta madrugada, com diversos ferimentos na cabeça e no ombro. Karlla Rodrigues de Oliveira, 33 anos, tentou falar com a mãe durante toda a segunda-feira, sem sucesso. Preocupada, foi até a residência de Graciete, na região sul de Goiânia (GO). A porta estava trancada por fora. Dentro da casa, encontrou o corpo da assistente social no chão da sala.
A polícia acredita que Graciete conhecia o assassino. - Era alguém do convívio dela. Não houve arrombamento, não houve violência. A vítima não lutou com o assassino -disse o delegado Jorge Moreira, titular da Delegacia de Homicídios.
Moreira também descarta a possibilidade de roubo, pois aparentemente nada de valor foi levado. Um brinco teria sido arrancado da orelha de Graciete. - Não trabalhamos com a hipótese de latrocínio - afirmou.
O assassino bateu a cabeça da vítima diversas vezes no chão da sala, que morreu devido a um traumatismo craniano. Não foi usada nenhuma arma ou outro instrumento para o crime. Graciete também tinha um corte na testa e um arranhão no ombro direito. As chaves da casa não estavam com ela. A porta foi trancada do lado de fora.
A última vez que Karlla falou com a mãe foi por telefone, por volta das 22h de domingo. A assistente social, que morava sozinha, havia acabado de voltar de um baile para a terceira idade. Quando Graciete foi encontrada, estava vestida para o trabalho. - Ela deve ter sido morta na madrugada de segunda - disse Moreira.
Graciete é o terceiro funcionário do sistema prisional morto em menos de 30 dias. Para o delegado, o fato é uma coincidência. - O crime não tem relação com o trabalho da vítima. O assassino conhecia os hábitos da vítima, mas ainda não podemos dar muitos detalhes - comentou.
A asssistente social foi velada e sepultada nesta terça-feira, em Goiânia. Amanhã, o delegado deve começar a ouvir familiares e amigos.
No dia 4 de janeiro, o agente penitenciário Dilermando Batista da Silva, 39 anos, foi baleado por um homem foragido do regime semi-aberto que ficou com medo de ser reconhecido pelo agente. Ele morreu três dias depois.
Em 23 de dezembro do ano passado, o agente Rafael Rodrigues Trindade, 26 anos, foi assassinado junto a um policial militar que o acompanhava em uma casa de jogos de sinuca. Os dois se envolveram em uma briga durante uma partida.
