SP: Prefeita é afastada por contrato suspeito
Portal Terra
SÃO PAULO - A prefeita de Araçatuba (SP), Marilene Magri Marques (PSDB), foi afastada na noite de ontem pela Câmara Municipal, que, em sessão tumultuada e com a presença da Polícia Militar, instalou uma Comissão Processante (CP) para apurar suposto pagamento indevido de R$ 1,1 milhão a uma empresa terceirizada que contratava pessoal para o Programa de Saúde da Família (PSF) do município. A empresa teria recebido sem prestar os serviços para a administração municipal.
Marilene assumiu em 5 de setembro, depois que o prefeito Maluly Netto (PFL) foi cassado pela Justiça por ter feito depósitos irregulares de dinheiro da prefeitura em banco privado. Com o afastamento da prefeita, a cidade passa a ser administrada pelo presidente da Câmara, Antônio Edwaldo Costa (PMDB), que assumiu a cadeira do Executivo nesta terça-feira.
A sessão que decidiu pelo recebimento da Comissão Processante e conseqüente afastamento da prefeita (a Lei Orgânica do município determina afastamento nestes casos) foi tumultuada e precisou receber segurança da Polícia Militar até ser suspensa no final da noite. Centenas de pessoas que acompanhavam a sessão e eram contra o CP vaiaram os vereadores e houve bate-boca entre a platéia e um deles.
Depois que os vereadores decidiram, por sete votos a quatro e uma abstenção, pela instalação da CP, a sessão precisou ser suspensa por duas vezes, tanta era a confusão. Quando retornaram, uma barreira da PM dava segurança aos vereadores, que nomearam os membros da CP, que tem prazo de 90 dias para encerrar a investigação, e suspenderam as votações que seriam feitas posteriormente. Antes disso, Costa foi empossado oficialmente no cargo de prefeito.
